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terça-feira, 28 de maio de 2019

O ISLAMISMO - SUAS IDEIAS E OBJETIVOS

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                A ideia básica do islamismo é a de um deus único, onipotente e absoluto, que se revelou definitivamente aos homens por meio de seu verdadeiro profeta Maomé. De acordo com tal ideia, para crer é preciso possuir o "Islã", isto é, a fé cega, a resignada submissão à vontade de Deus, pela qual o homem enfrenta tudo com segurança, certo de que tudo é fatalmente desejado e preestabelecido por Alá. O islamismo tem como objetivo a boa conduta dos homens na terra e sua felicidade no além. Depois da morte, eles devem prestar conta de suas ações a Alá. Se estas forem meritórias, o crente conhecerá as delícias do Paraíso, onde poderá, eternamente, gozar de todos os prazeres materiais, mas, se sua conduta não foi conforme a lei, ele sofrerá, eternamente, as terríveis penas do inferno. (Note-se que aqui há muita semelhança com o cristianismo). 
          As prescrições rituais, em que se estende o dogma e ao qual é dada a máxima importância, acentuam o caráter materialístico da religião muçulmana. Além das práticas rituais, a lei do Islã prescreve obras meritórias; primeira, entre todas, a conversão dos fiéis, seja pela palavra seja pelas armas.  "O gihad é uma guerra santa - disse Maomé - e a espada é a chave do paraíso."
                 Segundo os Muçulmanos, a humanidade inteira se divide em duas grandes categorias: os crentes (os únicos que têm o direito de existir) e os infiéis  (que têm livre escolha de converter-se ou de serem destruídos ou tornados escravos). 


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O ALCORÃO - LIVRO SAGRADO

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            A lei revelada diretamente por Alá a Maomé, em língua árabe, toda escrita no Alcorão, livro sagrado, fundamento do culto e do dogma, cujo nome deriva de qu'na, que significa ler ou recitar. Não se sabe com certeza se o Alcorão foi inteiramente ditado por Maomé quando vivo. É possível que não pretendesse mesmo compor um texto, o que se deduz da sua própria redação inorgânica e fragmentária. Apesar disso, somente dois anos depois da morte do profeta foi apresentado, por um escriba de Maomé, um texto completo ao califa Abu Bakr e, dez anos  depois, o califa ordenava que se procedesse à redação definitiva, a qual se tornou o texto oficial em todo o mundo muçulmano. 
              O Alcorão está dividido em 114 capítulos (surah), precedidos por um título e pela indicação do local onde se verificou a revelação. Os capítulos são de um tamanho muito diferente e de conteúdo bastante diverso. Cada capítulo está dividido em versículos. Em conjunto, o conteúdo do Alcorão pode ser assim dividido: 

               Lendas e traduções; 

               Doutrinas fundamentais;

               Normas morais; 

               Normas jurídicas. 

               No texto, são evidentes as fontes em que Maomé se inspirou, ou seja, o Judaísmo e o Cristianismo. Maomé confirma, de fato, a validade do Velho e do Novo Testamento: considera Jerusalém cidade santa; aceita a história sagrada; ensina a venerar Abraão e jesus como dois profetas enviados à terra para abrirem caminho a Maomé, denominado "o sinete dos profetas", o único que está de posse da verdade definitiva. esta crença explica porque não há conversões entre os islamitas. 

               Em seguida foram feitos acréscimos para corresponder às nova exigências decorrentes do desenvolvimento do Islã. 

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           Segundo o Alcorão, ou seja, o livro sagrado, em que estão contidos todos os preceitos religiosos e as revelações que Maomé deu aos seus adeptos, afirmando que eles descenderam diretamente de Deus sobre ele, o Paraíso Islamita é um encantador lugar de delícias. Ele é, de fato, povoado por huris, belíssimas jovens, cujo nome, em língua árabe, significa "aquela dos olhos negros", que fazem companhia aos eleitos ali chegados. Elas dançam para os bem-aventurados, cuja vida, no paraíso, não é privada dos prazeres terrestres; realmente, além da bela companhia das amáveis Huris, podem gozar, ainda, de ótimos alimentos e de finíssimas bebidas. (Esta crença, bem como a simplicidade do islamismo, talvez seja o atrativo que mais garante novas adesões de jovens de outras religiões). 

                O templo maometano, a mesquita, é encimado por cúpulas, conforme a típica arquitetura árabe, e por um minarete próximo. 
               A mesquita é essencialmente um local de culto, consta, internamente, de um grande átrio, capaz de conter uma assembléia. É orientada, com seu eixo, na direção de Meca. Despida externamente, no interior é rica de decorações, mas não existem imagens nem pintadas nem esculpidas. 



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A DIVISÃO DO ISLAMISMO EM SEITAS --

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                Como sempre aconteceu com religiões que tiveram crescimento e destaque, também o islamismo teve suas divergências internas e consequentemente surgiram novas seitas. 
             Desde o século I da Héjira, divergências de ordem política, a que se somaram, mais tarde, dissenções em matéria dogmática, prejudicaram a unidade do Islamismo, dando origem a numerosas seitas religiosas. As grandes divisões, em que se desmembrou até hoje o Islamismo, são essencialmente três: Sunitas, Xiitas e Ibaditas. Os primeiros, que compreendem a maioria dos muçulmanos, representam a religião ortodoxa, que se consideram os descendentes diretos de Maomé e os verdadeiros adeptos da sunnah (ou seja, a prática do profeta). Possuem uma particular organização política e religiosa, como todas as demais seitas muçulmanas. A seita dos xiitas é a segunda em importância no mundo islâmico. Seguidores de Ali, marido de Fátima (que era filha de Maomé) e quarto califa, eles consideram soberanos legítimos os três califas precedentes: Abu  Bakr, primeiro fiel adepto do profeta; Omar, ao qual se deve a organização do império árabe; Otmã, cuja morte assinalou o início das lutas civis e religiosas no seio do Islã. Outra importante seita islamita é constituída pelos Ibatitas, derivados dos Kharigitas, seita formada após violentas dissensões com o califa Ali. 
            Notável importância teve ela na história política e religiosa do islamismo, seja pela influência que suas ideias dogmáticas exerceram no desenvolvimento religioso muçulmano, seja pelas sanguinolentas insurreições ao tempo das dinastias dos Omíadas e dos Abássidas. Além destas, existem muitas outras seitas, algumas de caráter exclusivamente religioso, outras baseadas em opiniões e considerações políticas. 

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               A casa e o túmulo de Maomé, em Medina, foram transformados em mesquita, após a sua morte. A primeira construção foi ampliada e completada com quatro minaretes. Destruída e depois reedificada, atualmente é constituída por um amplo pátio quadrado, rodeado por um longo pórtico, sustentado por mais de trezentas colunas. 
              A mesquita é o centro da vida religiosa e civil dos muçulmanos. E, portanto, é o centro da vida social e política árabe. Ali é ministrada a justiça, conservado o erário e praticado p ensino jurídico-religioso. 
           As preces obrigatórias dos fiéis podem ser feitas também em casa, mas, se recitadas na mesquita, são muito mais meritórias. 



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segunda-feira, 27 de maio de 2019

PRECEITOS MORAIS E RITUAIS DO ISLAMISMO --

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                 A religião islâmica, tal como as grandes religiões orientais, apoia-se em cinco "pilares" ou "colunas".
Consiste na profissão de fé: "Somente Alá é Deus e Maomé é seu profeta."
                   1 -A prece (salah), que deve ser feita cinco vezes por dia (manhã, meio dia, tarde, por do sol e noite), onde estiver o crente, contanto que, ao rezar, fique voltado na direção da Meca. 


                   2 - O chamamento à prece é feito pela voz do muezin, que grita do alto do minarete.  

                  3 - O Jejum do ramadã, nono mês do calendário muçulmano, é considerado sagrado, porque foi justamente no ramadã que Maomé teve a primeira revelação. Este jejum dura um mês, e os fiéis são obrigados a alimentarem-se comente à noite ( até a hora da manhã, quando puderdes distinguir um fio de ouro negro, depois tornareis a jejuar até à noite) e devem abster-se de qualquer prazer ou passatempo que não seja a prece. Por isso, o mês do ramadã torna-se o mês de expiação, mas também do descanso coletivo. Encerra-se com festejos tão solenes que lembram o Natal católico.    

               4 -A esmola, se torna verdadeira e própria taxa religiosa, que é, imposta a todos os fiéis, na medida do patrimônio que possuem. 


               5 - A peregrinação à Meca, que o Muçulmano é obrigado a realizar pelo menos uma vez durante a vida. 


              Há, além disso, os preceitos morais: proibição de infanticídio, de libertinagem, de Jogos de azar; é imposta a lealdade, a beneficência, a modéstia, a tolerância.     
              
               O Alcorão prescreve, também, a abstinência aos alcoólicos, a proibição de comer carne de porco, a circuncisão, e veda, ainda, a representação de seres vivos . 
              
               Segundo o Alcorão, a mulher está subordinada ao homem. Ela, por isso, é, e tem sido desde séculos, conservada em clausura e obrigada a sair de casa somente coberta por um véu, que lhe deixa livres apenas os olhos. 


            O Islã não tem uma organização eclesiástica nem um clero real e próprio. Os ritos podem ser efetuados por todos, e a casa de Alá se encontra em qualquer lugar onde se encontre o tapete de prece. Contudo,há um corpo de doutores da lei religiosa (mufti ou ulemá), cada um dos quais, para a própria jurisdição, pode emitir parecer que, em alguns casos, possui valor legal. Toda pessoa suficientemente instruída pode funcionar como imã, ou seja, aquele que orienta a prece em comum, na mesquita. Sob a influência do misticismo cristão, formou-se, entre os Islamitas, uma corrente ascética chamado dos Sufi (homens vestidos de lã). este movimento teve origem no século VII e, apesar das fortes oposições, infiltrou-se na religião islamita, exercendo, com o misticismo e a filosofia de seus adeptos, uma relevante influência sobre o mundo árabe. Estes monges, que deram ao Islã uma corte de sábios e que foram tidos em grande consideração, mesmo por parte de príncipes e imperadores árabes, vivem separados em ordens ou irmandades, das quais algumas têm assumido notável importância política e militar. 
       
               Entre os sufis,existem os dervoxes, monges que têm por profissão a prece e outras práticas religiosas, entre as quais a dança, para chegar ao êxtase e às mortificações corporais. Vivem em mosteiros, ou então, peregrinando e mendigando. 
          É interessante notar como, no direito islamita, persistia, contra todos os infiéis do mundo, um estado de guerra ideal ou conceitual. Todavia, Judeus e cristãos são tolerados, mas obrigados a corresponder com o tributo à comunidade islamita. 

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         A formação o imenso império árabe é um fenômeno extraordinário na história das conquistas militares, dada a rapidez que o caracterizou. Em poucos decênios, um vastíssimo território, da Índia ao Atlântico, caiu nas mãos dos muçulmanos. Uma das etapas fundamentais foi a conquista de Constantinopla, em 1453, que pôs fim ao Império Romano no Oriente. 

             A dinastia dos Abassidas, cujo fundador foi o tio de Maomé, sucedeu a dos Omiadas, no reino de Bagdá. Um pleno desenvolvimento espiritual, intelectual e artístico caracteriza esse período da história árabe, da qual nos restam importantes documentos, como a grande mesquita de Samara, considerada a "Versalhes abássida", perto de Bagdá. 
   
                O preceito fundamental dos muçulmanos é a peregrinação a Meca, pelo menos uma vez na vida. O Monte da Misericórdia, uma colina que se eleva na planície, perto da cidade sagrada, é uma etapa culminante da peregrinação. Foi aqui que Maomé proferiu seu último sermão. os fiéis devem subir o monte sagrado de cabeça descoberta. 
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O CRISTIANISMO --

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              O Cristianismo fundamenta sua doutrina nas verdades reveladas por Jesus de Nazaré aos seus discípulos e aos seus apóstolos, que entregam sua mensagem aos homens. 
       A superioridade da religião de cristo sobre qualquer outra religião revelada está demonstrada pelo fato de que, tendo ela tido como primeiros adeptos um grupo reduzido de humildes pessoas, conseguiu firmar-se rapidamente e triunfar nos séculos, apesar das perseguições, dos crimes, das heresias, até reunir o maior número de fiéis no mundo. 
           O número fornecido pelas mais recentes estatísticas chega a dois bilhões de cristãos, e constitui uma poderosa formação da história profética do Antigo Testamento: "dominará de um mar a outro... Os reis o adorarão e os povos o aclamarão bem aventurados". Enquanto, para todas as demais religiões podem-se mencionar os povos a que estão circunscritas e o desenvolvimento do seu culto, isso não é possível fazer com o cristianismo, portanto hoje se nos apresenta na sua primitiva originalidade, isto é, como uma fé universal, que se observou imutável através de dois milênios. Realmente os cristãos reconhecem o mesmo Deus e usam a Cruz como símbolo de sua devoção. 
          Desejando, porém, remontar às suas origens podemos dizer que o Cristianismo representa a continuação, ou melhor, o aperfeiçoamento do Judaísmo. " Não pregueis - disse Jesus, no Sermão da Montanha - que eu vim para abolir a lei ou os profetas. Eu vim para complementá-los. Pois em verdade vos digo, passará o céu e a terra antes que desapareça uma "jotá", um traço de lei" (Evangelho de São Mateus, V, 17-18). Nascido hebreu, ele próprio da raça de Davi, Jesus não fez senão acrescentar à doutrina de seus pais aquilo que faltava á sua perfeição, afirmando que cumpria em sia as profecias messiânicas. 
               A nova concepção cristã pode resumir-se nesta palavra sublime: caridade. O terrível deus de Israel, de seu inacessível trono, entre as nuvens fulgurantes, desce, com a mensagem de Jesus, para mais perto dos mortais, participando, na sua infinita misericórdia, dos sofrimentos e das esperanças dos homens. 
            Jesus pregou o amor, a caridade e a humildade; jamais a guerra, o ódio, a discriminação, a exploração, a vingança como se falam nos Velhos Testamentos. 

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                 As localidades particularmente ligadas á vida de Cristo são Belém, a aldeia em que nasceu; Nazaré, onde transcorreu sua infância; Tiberíades, Samaria, Jericó e Hebron, cidades que lembram, como também o rio Jordão e o lago de Genezaré, episódios e milagres dos mais famosos por ele realizados.
                A importância dos Evangelhos é muito grande, porquanto eles nos dão a "certeza histórica" da vida e das obras de jesus como revelador Celeste. A São mateus atribui-se, em ordem cronológica, o primeiro dos Evangelhos, redigido em idioma aramaico, seis anos depois da Ascensão de Cristo. São mateus era um oficial aduaneiro (um publicano) chamado Levi. 

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ATENDIMENTO ÀS FONTES HISTÓRICAS CRISTÃS --

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               Poucos são os documentos históricos que falam sobre o nascimento de Jesus de Nazaré, e apesar do grande esforço da igreja com estudos bíblicos e enorme quantidade de pesquisas científicas sobre a origem do cristianismo e seu verdadeiro fundador, muitas ainda são as dúvidas e incertezas. 
               Sabemos que a era atual conta os anos de nascimento de Jesus. É, portanto, entre 747 e 749 da fundação de Roma (segundo o cômputo de alguns historiadores, a era vulgar, ou era cristã, começa seis anos antes do nascimento de Cristo; segundo outros, somente quatro anos antes), durante o governo de Augusto, reinando na Judeia, Herodes o Grande, que Jesus (em hebraico, Yeshu, o Salvador) nasceu em Belém, distante cerca de 10 quilômetros de Jerusalém. 
         Os quatro Evangelhos e os Atos dos Apóstolos, que os estudiosos afirma serem documentos mais atendíveis, fornecem-nos os pormenores essenciais de sua vida. Outro documento igualmente importante é a crônica do historiador José Flávio, que, em suas Antiguidades Judaicas (escrita em grego), confirma tais fatos. 
          Fundamentais, para a documentação cristã, são os quatro Evangelhos (do grego euvangelion - alegre mensagem), que remontam todos ao século I, e os quais foram escritos, respectivamente, por Mateus e João, discípulos de Jesus, e os outros dois por Marcos e Lucas, condiscípulos de São Pedro, enquanto ainda viviam os apóstolos e muitos outros discípulos que tinham conhecido diretamente o Divino Mestre. 
                 A autenticidade dos Evangelhos está provada pelas muitas e frequentes citações que deles têm feito os escritores contemporâneos e os dos séculos imediatamente sucessivos; se alguns lhe refutam o conteúdo, nenhum deles pôs em dúvida seu valor histórico. Entretanto, diferentemente de outros religiosos, os escritores independentes da época, pouco ou nada falaram da figura de Jesus; falavam apenas da repudiada seita cristã. 
                 Portanto, ao passo que para as demais religiões o mito geralmente se confunde com a história, até tornar legendária a existência de seu fundador, a figura  ideal de Cristo não é certa abundantemente provada, documentada, pois os textos chegaram até nossos dias sem substancial integridade. É preciso considerar que os quatro Evangelhos foram escolhidos na época do imperador Constantino. Na mesma ocasião muitos outros foram rejeitados. (Constantino era um grande estrategista e logo percebeu a grande vantagem de fazer uma aliança com os até então perseguidos cristãos para vencer Maxêncio e unificar o império. Intitulou-se protetor da igreja e defensor da fé ortodoxa. Construiu inúmeros templos e reuniu o Concílio Ecumênico de Nicéia no ano 253).
               A narrativa dos fatos que precederam e seguiram imediatamente o nascimento do Divino Mestre e que encontra, surpreendentemente registro das profecias dos livros bíblicos, é bastante conhecida para que seja minuciosamente repetida. Recordaremos, todavia, que, no tempo em que Jesus nasceu, as esperanças messiânicas do povo tinham atingido um máximo de intensidade. Quando João batista, filho do sacerdote Zacarias, anunciando a próxima instauração do reinado de Javé, começou a pregar a expiação e a convidar os presentes a celebrarem um rito purificador nas águas do Jordão, (o batismo - (do grego baptismo = ablução), os que o seguiam julgaram que fosse o próprio Messias aguardado. 
               Mas João respondeu-lhes que ele não era o Cristo (do grego, Cristos = o ungido, o eleito), mas apenas o anunciador do próximo grande evento. 
  
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             O Evangelho de são Marcos inicia-se com a genealogia de Jesus e explica porque ele foi chamado "Filho de Davi, filho de Abraão", Narra, então, que um Anjo apareceu a José, anunciou-lhe que maria lhe daria um filho concebido pelo Espírito Santo. 
               O Evangelista Marcos foi discípulo e intérprete de Pedro. Escreveu em idioma grego, durante sua permanência em Rome, o que aprendera à viva voz do apóstolo. Este aprovou que se fizesse a leitura nas igrejas. Quase contemporaneamente, foi feita uma tradução, em latim, deste Evangelho, considerado o segundo em ordem cronológica.  
               "João pregava no deserto e batizava..." assim está escrito no início do Evangelho de São Marcos. Pouco depois, o Evangelista acrescentou: "Aconteceu que, naqueles dias, Jesus saiu de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no rio Jordão. 


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domingo, 26 de maio de 2019

A VIDA PÚBLICA DE JESUS SEGUNDO OS EVANGELHOS

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              Quando Jesus foi procurar João Batista, para receber o batismo, este o apontou à multidão proclamando: "Este é o cordeiro de deus, que tira os pecados do mundo". Os Evangelhos narram que, quando Jesus recebia o batismo, uma alva pomba volteou sobre sua cabeça e a gente ouviu então a voz do Padre: " Eis o meu filho muito amado em quem ponho minha afeição". (Evangelho de São Mateus, III, 16-17).         
            Logo após o batismo, Jesus retirou-se ao próximo deserto, para preparar-se, com quarenta dias de jejum e de meditações, para a grande missão que estava por iniciar. Seu ministério começou com um ato prodigioso (a água mudada em vinho, nas bodas de Canaã. Ao mesmo tempo, estando próximo à Páscoa Judaica, ele foi, com seu pequeno grupo, para jerusalém, e aqui, com a autoridade que lhe conferia seu mandato divino, expulsou os mercadores das portas do templo: "Tirai isso daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de negociantes". (Evangelho de São João, II, 16). 
             Jesus não exita,pois, em revelar-se Filho de deus, atestando a divindade de seu ministério, e disso dá demonstração com atos miraculosos. Por ele passa, na Galileia ou nas regiões próximas, é precedido pela fama de taumaturgo, de profeta da caridade, inimigo dos soberbos, dos hipócritas, dos avarentos. 
            Isso não podia deixar de levantar suspeitas e preocupação nos mais autorizados doutores da lei e nos fariseus (do hebraico, perushim = aueles que se distinguem). 
             Realmente, desde o primeiro ano da vida pública de jesus, estes tentaram aproximações junto aos partidários de Herodes Antipas, tetrarca da galileia, no intuito de encontrar um meio para condenar o Nazareno como herege e revolucionário, diziam eles. Ele ousava afirmar que o Reino (divino) seria tirado dos judeus. 
             Durante o segundo ano de seu magistério, uma manhã, Jesus, após haver passado a noite em meditação sobre um monte, chamou a si os discípulos e deles escolheu doze, a quem deu o nome de "apóstolos" (do grego apostello = Ínvio), a quem mandou pregar nas cidades vizinhas (Evangelho de S. Mateus). 
           Dai em diante, os apóstolos seguiram-no por toda parte. A eles Jesus deu especiais ensinamentos, exortou a que, depois de sua morte, que prenunciou próxima, continuassem a pregação do Vergo, e escolheu-os para representar a nova sociedade religiosa, cujo governo confiou a Simão Pedro; "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E dar-te-ei as chaves do reino dos céus..." (Evangelho de São Mateus, XVIII, 13-19). Estava prestes a completar-se o segundo ano do ministério público de Jesus, e o ódio da classe dominante tornava-se mais aceso quanto mais a fama do Salvador se ia difundindo por entre o povo, que o proclamava Messias e "Filho de Deus". Para aumentar tal fama, muito contribuiu o milagre de Betânia, que Jesus operou na iminência da Páscoa, chamando de novo à vida seu amigo Lázaro, que morrera havia já quatro dias. 
           Algum tempo depois, entrando em Jerusalém, a multidão recebeu-o com fortes manifestações de homenagem: "Hosana ao filho de Davi! Bendito aquele que vem em nome do Senhor!".
             Esse triunfo assinalou-lhe a condenação. Os sumos-sacerdotes e o chefes do povo, após uma reunião no palácio do Pontífice Caifás, resolveram apoderar-se do "falso Messias" como um engano, e para isso se valeram, como é sabido, da cumplicidade de Judas, um dos doze apóstolos. 
           Sendo ele filho direto de Deus, teria sido fácil a Jesus subtrair-se à conspiração, mas, segundo conta-se, Ele quis que tudo acontecesse conforme a vontade do Pai. 
             O cumprimento da trágica profecia começou na noite da véspera da Páscoa Judaica, após a ceia, consumada com os doze apóstolos, na cidade santa, segundo o rito hebraico.  Durante aquela ceia, ele partiu o pão e disse: "Tomai e comei, isto é o meu corpo". E levantando o cálice, acrescentou: "Bebei dele todos, porque este é o meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados". Depois disse: "Fazei isto em minha memória".; Destas palavras, referidas nos "sinóticos" (os três primeiros Evangelhos) e depois por São paulo, teve origem a instituição da Eucaristia. 
  
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Os ritos da igreja católica, principalmente os relativos à missa, sempre repetem essas afirmações que estão nos evangelhos acima mencionados.  
São Lucas era um médico de Antioquia, judeu convertido por São Paulo. Escreveu seu Evangelho (considerado o terceiro) em idioma grego, como verdadeiro e escrupulosos historiador, em base nos testemunhos daqueles que tinham conhecido o Mestre. 
A frase "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e nem as portas do inferno prevalecerão contra ela; e dar-te-hei as chaves do reino dos Céus..." não deve ter sido bem interpretada por São Mateus;pode também ter ocorrido algum erro de tradução do hebraico ou do grego. Uma nova igreja só poderia interessar ao Jesus Cristo idealizado e filho direto de Deus, mas nunca ao Jesus Nazareno que era um pregador muito humilde que não tinha nenhuma pretensão de poder ou glória, e muito menos de criar uma nova igreja. "Todos somos filhos de Deus porque fazemos parte de um tudo universal."
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