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sábado, 13 de abril de 2019

O ESTADO DO VATICANO --


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             O território do Estado do vaticano mede menos de meio quilômetro quadrado (0,44 K². É 140 vezes menor que a menor república do mundo, a de San Marino. Apenas como uma comparação para facilitar o entendimento do leitor, a superfície da Basílica tem 15 mil m²; a do Palácio Apostólico é de 55 mil m². A largura máxima do território chega somente a 1.045 metros; tem 20 pátios e cerca de mil habitantes de umas 15 nacionalidades diferentes; há  1.400 moradores e cerca de 200 automóveis levam a chapa SCV (Stato dela Cittá del Vaticano). 
             O Vaticano, sede oficial da igreja católica, é o menor Estado independente do mundo; um estado dentro de uma cidade, Roma. 
              A primeira Basílica - seu centro espiritual - foi construída no século IV, por ordem do Imperador Constantino, que se dizia convertido ao cristianismo. 
            Houve uma época em que o Vaticano ficou todo abandonado - os papas residiam em Avinhão, na França (período da peste Negra). A sede do Papado voltou ao seu local de origem só em 1377, com Gregório XI, quando se inicia a sua ampliação e se enriquecem suas dependências com obras de artistas famosos. 
               No século XV, a basílica construída por Constantino ameaça ruir e o Papa Nicolau V manda construir uma nova, a de São Pedro, abrangendo, além da antiga catedral, a de um circo que o imperador Calígula fizera construir nos primeiros anos da era cristã. Esta construção milionária deu origem às famosas vendas de indulgências com a finalidade de viabilizar o caríssimo empreendimento.
          Em 1515, para pagar a construção da igreja de São Pedro, o papa organiza, especialmente na Alemanha, a venda de indulgências plenárias que asseguravam aos compradores o perdão de seus pecados e das penas temporárias por esses pecados. Este foi o principal fato que causou a revolta de Martinho Lutero (1483 - 1546), criador da reforma do cristianismo, dando origem à igreja que leva seu nome e o protestantismo que congrega diversas seitas de cristãos. 
                  Com a queda do Império Romano a Igreja Católica Apostólica Romana passou a ser a herdeira natural de muitos bens e poderes que eram exercidos pelos imperadores. 
               Na Idade Média, o Papa governava não apenas o Vaticano, mas toda a cidade de Roma - da qual o Vaticano já fazia parte - e também boa porção da Itália que chamou-se a região dos estados Pontifícios. Nos tempos modernos houve disputa entre o poder da igreja e o do estado. Em 1871 a Itália completava sua unificação política, uma lei suspendeu o direito papal sobre os territórios além do Vaticano. Na ocasião a igreja não aceitou essa imposição e o Papa passou a considerar-se como "prisioneiro do Vaticano". A questão só seria resolvida em 1929, pelo Tratado de Latrão, segundo o qual se firmou o "status" político, a inviolabilidade territorial do vaticano e a neutralidade política militar do Papa; este exerce poderes absolutos em seu estado, sendo que deixa o executivo ao governo civil. 
              O poder da igreja tem diminuído muito, mas o cristianismo continua sendo a crena mais praticada em todo o mundo. 


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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O ESTADO DO VATICANO



               O território do Estado do Vaticano mede menos de meio quilômetro quadrado (0,44 K2). É 140 vezes menor que a menor república do mundo, a de San Marino. Apenas como uma comparação para facilitar o entendimento do leitor, a  superfície da Basílica têm 15 mil m2, a do Palácio Apostólico é de 55 mil m2. A largura máxima do território chega somente a 1.045 metros.  Tem 20 pátios e cerca de mil habitantes de umas 15 nacionalidades diferentes. Há 1.400 moradias e cerca de 200 automóveis levam a chapa SCV (Stato dela Cittá del Vaticano). 
                 O Vaticano, sede oficial da Igreja católica, é o menor Estado independente do mundo; um Estado dentro de uma cidade, Roma. 
                  A primeira Basílica - seu centro espiritual - foi construída no século IV, por ordem do Imperador Romano Constantino, que se dizia convertido ao Cristianismo. 
                  Houve uma época em que o Vaticano ficou quase todo abandonado - os papas residiam em Avingnon, na França. A sede do Papado voltou ao seu local de origem só em 1377, com Gregório XI. Inicia-se, então, a sua ampliação e se enriquecem suas dependências com obras de artistas famosos. 
              No século XV, a Basílica construída por Constantino ameaça ruir e o Papa Nicolau V manda construir uma nova, a de São Pedro, abrangendo, além da área da antiga catedral, a de um circo que o imperador Calígula fizera construir nos primeiros anos da era cristã. Esta construção milionária deu origem às famosas vendas de indulgências com a finalidade de viabilizar o caríssimo empreendimento. 
            Em 1515, para pagar  construção da igreja de São Pedro, o Papa organiza, especialmente na Alemanha, a venda de indulgências plenárias que asseguravam aos compradores o perdão de seus pecados e das penas temporais por esses pecados. Este foi o principal fato que cousou a revolta de Martinho Lutero (1483 x 1546) criador da reforma do Cristianismo, dando origem à igreja que leva seu nome e o protestantismo que congrega diversas seitas de cristãos. 
                   Com  a queda do Império Romano a Igreja Católica Apostólica Romana passou a ser a herdeira natural dos bens e poderes que eram exercidos pelos imperadores.
                 Na Idade Média, o Papas governavam não apenas o Vaticano, mas toda a cidade de Roma- da qual o Vaticano já fazia parte - e também boa porção da Itália. Chamou-se a região dos Estados Pontifícios. 
                  Nos tempos moderno houve disputas entre o poder da igreja e o do Estado. Em 1871, quando a Itália completava sua unificação política, uma lei suspendeu o direito papal sobre os territórios além do Vaticano, propriamente dito. Na ocasião a igreja não aceitou essa imposição e o Papa passou a considerar-se como "prisioneiro do Vaticano". A questão só seria resolvida em 1929, pelo Tratado de Latrão, segundo o qual se firmam o "status" político, a inviolabilidade territorial do Vaticano e a neutralidade política militar do Papa. Este exerce poderes absolutos em seu Estado, sendo que deixa o executivo ao governo civil. 
                  O poder da Igreja Católica têm diminuído, mas o Cristianismo continua sendo a crença mais praticada em todo o mundo.