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sexta-feira, 12 de abril de 2019

A IGREJA ORIENTAL --


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                 Com a decadência do domínio de Roma e com a divisão do Império, ocorrida depois da morte de Teodósio (395 d. C.), em Império de Oriente e Império do Ocidente, a igreja de Bizâncio foi-se cada vez mais se afastando de Roma. O clero Oriental tornara-se uma espécie de magistratura político-religiosa ao serviço dos Imperadores do Oriente, que se arrogavam o direito de eleger e de remover os bispos, ao passo que o Patriarca de Constantinopla exercia um poder sempre mais amplo, a ponto de rivalizar com o Papa. As relações entre as duas igrejas tornaram-se sempre mais frias e hostis, até que, em 1054, com o Cisma do Oriente, verificou-se a definitiva separação da Igreja de Bizâncio da de Roma. 
                 A igreja oriental, também denominada ortodoxa, objetivava às reformas do culto praticado pelos primeiros cristãos e conserva a antiga liturgia descrita pelas constituições apostólicas. 


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O NOME DE JESUS CRISTO - Seu uso com fins políticos e financeiros

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              O grande nome da história das religiões é, sem dúvida, Jesus Cristo. O único adorado por todos os povos, por todas as raças, por todos os séculos.
             Jesus Cristo está vivo, pois sua presença marca a vida, a esperança e a fé em todo o mundo civilizado á vinte séculos. Ele é o maior líder espiritual e o centro de toda a história universal. Nele tudo começa e nele tudo termina. A dois mil anos sua personalidade é a mais discutida, mais vigorosa e mais invencível.  
                A mara de "Jesus Cristo" é tão poderosa que nem o racionalismo científico ou o materialismo positivista, conseguiram corromper, nas almas, a imagem divina pregada pelo cristianismo.
               Tudo começa com a perseguição dos cristãos (então ainda uma pequena seita religiosa) impota pelo imperador romano Diocleciano (243 - 313) que passou para a história como o maior assassino dos cristãos. Sua perseguição durou cerca de 10 anos (303 - 312). Os mártires atingiram a absurda cifra de 20 mil. O maior massacre daquela época. Considerando que a população mundial era pequena, podemos imaginar como isso deve ter repercutido. 
              Não se pode falar da história do cristianismo sem a presença do maior responsável pelo seu crescimento: Imperador Vonstantino (Flavius Valérius Constantinus) - o Grande - Imperador romano. (272 - 337), filho de Constâncio, que foi levado ao poder pelo seu exército. 
           Conta-se que Constantino teve a visão de uma cruz com a inscrição em grego "tout o nika" (triunfa por meio desta). Disse a todos que sua vitória sobre Maxêncio, nas margens do rio Tibre em 312 foi resultante de intervenção sobrenatural. Converteu-se cristão, mas protelou seu batismo, fazendo disso uma estratégia politica. Estabeleceu um regime de tolerância para a igreja Cristã por meio do edito de Milão (313). Em 324 tornou-se o único imperador romano e aos poucos foi imbuindo o espírito cristão nas leis romanas. Suprimiu o sacrifício da cruz, os combates de gladiadores, e favoreceu a libertação dos escravos. Intitulou-se como protetor da igreja e defensor da fé ortodoxa. Construiu muitas igrejas e reuniu o Concílio de Nicéia (325). Nele reuniram-se os bispos cristãos para discutirem duas opiniões constantes: aquela do padre Alexandrino Ário que sustentava a doutrina de que Jesus Cristo era semelhante ao Pai, mas não era eterno; e aquela do bispo Atanásio da Alexandria, que afirmava que Jesus Cristo não era criatura, mas substância divina. O Concílio, que foi o primeiro a receber o nome de ecumênico, ou seja, universal, condenou a doutrina herege de Ário e aprovou a de Atanásio. 
           O imperador Constantino era um grande estrategista e, com a suposta visão da cruz, conseguiu o apoio dos cristãos que o ajudaram derrotar seu inimigo Maxêncio e unir o império. 
             Existe controvérsia sobre seu convertimento, pois, continuou sendo extremamente cruel, a ponto de matar seu filho Flavio Cristo e sua sogra Fausta. Alguns historiadores contam que, na verdade, sua conversão ao cristianismo deu-se por influência de sua mãe "Santa Helena" que, em romaria pela Terra Santa, descobrira a cruz onde Jesus Cristo teria sido crucificado. Conta-se também que a visão tida por ele foi mais uma das suas estratégias para conseguir o apoio dos cristãos na guerra contra Maxêncio, pois precisava da ajuda deles para conquistar todo o império romano que estava dividido. 
          O poder da marca "Jesus Cristo", tornou-se valiosa mercadoria para aproveitadores gananciosos que viram nela uma fonte de grandes lucros. Com o"cisma" no cristianismo, a criação da igreja de Lutero e posteriormente a criação do "Protestantismo" tornou-se fácil criar igrejas particulares, supostamente "sem fins lucrativos", mas que garantem grandes lucros.
          Mascaradas de entidades religiosas e sem fins lucrativos, pregadores inescrupulosos criam poderosas empresas construindo grandes e luxuosos templos de arrecadação de "dízimos". A força da mídia, especialmente a televisiva, tem sido o preciso instrumento utilizado com espantoso sucesso pelos espertos pregadores que, em nome da fé, vendem Jesus Cristo, enriquecem e ganham grande poder político.
             Sabemos que existem pregadores e igreja sérias, que realmente divulgam de maneira honesta os ensinamentos de Jesus e seus princípios cristãos, beneficiando seus seguidores com palavras de amor e esperança. Como diria Jesus Cristo: "é preciso separar o joio do trigo". 


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AMEAÇAS E CISMAS NO SEIO DO CRISTIANISMO --

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            A partir do século IV, a integridade doutrinal e  fé católica foram comprometidos por "heresias", tanto no Oriente como no Ocidente. Todavia, desde quase todo os século VII a igreja não teve sérios inimigos de que defender-se. Foi justamente no decorrer deste século que se delineou o maior perigo, representado por Maomé e pelo Islã, porque do Oriente, a religião muçulmana invadia rapidamente o Ocidente, sobretudo Espanha e França. Este grave acontecimento provocou uma espécie de Cruzada, que induziu os fiéis de Cristo a tomarem armas contra os infiéis. O maior perigo naquela época era justamente o poderoso exército de Maomé que queria impor sua religião a todos. 
           A partir do século XI, sob o papado de Gregório VII (1073 - 1085), a situação interna começou a tornar-se turbulenta. Com o progresso das ciências teológicas e do fervor religioso, surgem violentas reformas sociais, que tiveram grande reflexo no seio do catolicismo, chegando mesmo a provocar a transferência da sede papal para Avinhão - França. 
          Tais perturbações aparecem durante o século XVI, na mais profunda crise de toda a história da igreja, a denominada Reforma, provocada pelo jovem monge Lutero, que resultou no Concílio de Trento (1545 - 1563) e seguida pela Contra Reforma, surgida para definir a unidade da igreja católica contra a desagregação provocada pelo Protestantismo.
             Mas os séculos seguintes assinalara, aos poucos, uma afirmação sempre mais sensível da igreja, que hoje conta com o mais numeroso e compacto agrupamento de fiéis no mundo todo (cerca de dois bilhões e cem mil fiéis). 
            Entretanto surgem duas outras organizações cristãs, que podem distinguir-se em dois grandes grupos: a Igreja Oriental e as Igrejas Reformadas (Protestantes ou  Evangélicas). Essas últimas têm proliferado muito devido à falta de um poder central regulador e, consequentemente, á facilidade com que são fundados por "pastores independentes".  Justamente por não dependerem de um poder central, muitas, ao contrário dos planos de Lutero, são organizações puramente comerciais que só visam explorar financeiramente a boa fé das pessoas. Os governo fazem "vista grossa" para não perderem os votos dos fiéis. 

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quinta-feira, 11 de abril de 2019

A REFORMA PROTESTANTE --

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          O renascimento trouxe consigo o reflorescimento da inteligência humana, porém não pode escapar ao perigo que traz consigo uma espécie de eclosão, que é o progressivo alheamento das aspirações profundas, primitivas e puras do coração. Muitos pensadores, aproveitando-se daquele momento, desejavam que os verdadeiros anseios se fundissem num funesto materialismo. 
               Enquanto Carlos V e Francisco I batalhavam pela glória da própria coroa e pela posse de algum pedaço de território, conservando o mundo em armas e saqueando as pacíficas cidades da Itália e de Flandres, outra tempestade, e muito mais grave, se adensava sobre a Europa; uma guerra curialesca e togada, combatida por homens mais afeitos à pena e ao papel do que à espada, mas anunciadores de grandes e sangrentos eventos. 
               Entre o mundo germânico e o latino, jamais houvera muita amizade, mesmo no campo religioso; muitos bispos alemães mal toleravam a autoridade de Roma, seja por cego nacionalismo seja por contrastados interesses políticos. O fausto da corte pontifícia irritava a muitos, que viam nisso uma evidente discordância dos preceitos evangélicos; a rigidez dogmática do catolicismo, ainda não liberto de ideias medievais; o absoluto princípio de obediência e de hierarquia, que constitui a inabalável estrutura da igreja, pareciam algo incômodo a quem da própria igreja não lhe sentia íntima grandeza. Todos esses fatores e outros de caráter mais pessoal, agiram quase que inconscientemente sobre aquele obscuro monge agostiniano, Martinho Lutero; um jovem de trinta e cinco anos, de quem, improvisadamente, se começou a falar em fins de 1517. 
         Quem realmente quiser compreender a reforma protestante ou reforma luterana e calvinista, é indispensável entender a crise e seu desenvolvimento durante o papado de Leão X. 
           Martinho Lutero, desde muito tempo, antes das suas proposições heterodoxas, havia suscitado algumas apreensões entre seus superiores. Em sua viagem a Roma em 1510, tinha experimentado a indiferença, a frivolidade dos sacerdotes, e os vícios da corte pontifícia. Contudo, Lutero não tinha, a princípio, ideias de reformas; queria endireitar, corrigir, suprimir os abusos, porque, na origem desses abusos pensa encontrar um erro, um "pecado espiritual", a doutrina maldita da salvação pelas obras. Por essa doutrina, diz ele, a igreja impõe fardos arrasadores sobre os ombros de seus fiéis, e como estes não podem suportá-los, lhe propõe a substituição desses fardos por obras impossíveis; mentiras para convencer os fiéis a suportarem tudo silenciosamente as tradicionais mordomias e ambições do clero. É esta mentira que Lutero denunciará no primeiro grande fato da reforma luterana; o negócio das indulgências. 
               Este comércio começou em 1515. Apesar de toda a costumeira extorsão que a igreja impunha a seus fiéis, a ambição papal agigantou-se e necessitava de muito mais dinheiro; a construção da igreja de São Pedro era um dragão a devorar as finanças da igreja. Para pagar essa enorme construção, o Papa Leão X organizara, especialmente na rica Alemanha, pátria de Lutero, a venda de "indulgências plenárias" que asseguravam aos companheiros de perdão de todos os seus pecados e das penas temporais por esses pecados; a absolvição, uma vez na vida, e em caso de morte, de qualquer espécie de pecado; a redução de pena para as almas no purgatório. Sobre esta frutífera venda, alguns príncipes alemães cobravam comissão. Lutero, como sacerdote, pudera constatar no confessionário, o perigo espiritual que trazia esse mercado; discutia e duvidava da legitimidade da doutrina de salvação em que tal comércio implicava. 
                Lutero não suportava mais os abusos cometidos por alguns pregadores dominicanos, atacou publicamente a doutrina das indulgências papais, estendendo aos poucos suas críticas a outros dogmas e anunciando princípios que sacudiam as próprias bases do edifício. Em 31 de outubro de 1517, sobre a porta da capela do castelo de Wittemberg, apareceu afixado um amplo manifesto; eram as "95 teses", que resumiam a doutrina do monge rebelde, suficiente para fazer acusar de heresia seu autor. 
         A reação das autoridades eclesiásticas e do próprio Pontífice, logo informado do acontecido, foi rápida e decidida; Lutero foi chamado a retratar em bloco suas proposições. Mas, por detrás de Lutero, alinhavam-se poderosos senhores que tinham a intenção de apoderar-se dos bens eclesiásticos; também o povo se exaltava com aquela vaga aura de socialismo que pairava nas doutrinas luteranas, muitos estudiosos, teólogos alemães, a quem pesava a dependência espiritual da Igreja Romana. 
         Martinho Lutero tinha, física e moralmente, o estofo inconfundível de chefe e de combatente; maciço de corpo, egocêntrico, eloquente e até mesmo presunçoso, tão poderoso no ataque quando agudo e genial na discussão; o monge rebelde sentiu-se perfeitamente à vontade no papel de reformador. Quando Leão X o ameaçou de excomunhão, caso não se retratasse de suas afirmações, ele queimou o documento pontífice na presença do povo. Esse ato teve um incalculável alcance; o cisma estava declarado e o ex-herege tornou-se mito e fundador de uma nova religião (ou seita) que superficialmente, a substância teológica da doutrina não é, naturalmente, possível; basta dizer que ela negava a autoridade da igreja romana sobre textos sagrados, confiando a interpretação ao leitor, reduzia os sacramentos, a liturgia, a veneração pelos santos a simples superstição, (na realidade, Lutero impunha sua interpretação); afirma unicamente que a fé em Cristo bastava para garantir o "Paraíso", mesmo ao mais impenitente e calejado pecador. "Seja Pecador e peque fortemente", escrevia Lutero ao seu discípulo Melantone. A perturbação das consciências, entre essas teorias, era enorme; já o próprio Imperador Carlos V, embora ameaçado, não pode assumir uma atitude decidida, visto que grande parte de seus súditos estava contra a igreja, com interesses pessoais. Muitos príncipes, que até tinham abraçado as novas doutrinas, "protestaram" publicamente em 1524 contra o edito, daí veio o nome de "Protestantes" dado aos Luteranos. 
             Martinho Lutero estava, no entanto, muito ocupado em esclarecer seus pensamentos (o que, na realidade, jamais conseguia); escrevia volumes e opúsculos eficazmente polêmicos, embora persuasivos, e dedicava àquela esplêndida tradução da Bíblia, que foi a base de toda a literatura alemã, até então praticamente inexistente. Além de ter sido o criador da literatura, Lutero foi autor de muitos belos cânticos religiosos. 
            Uma grande voz cristã acabava de se levantar. Falava de Deus, de seu amor, da salvação, da igreja, de uma maneira diferente, que não lançava as almas numa angústia invencível e terna. Aquela voz, como poderia ser diferente, provocou ecos em toda a vida religiosa cristã; dificultou as finanças da igreja e, consequentemente, as obras da construção da nova basílica. 
               É a fé de Lutero que  devemos conhecer se quisermos conhecê-lo. 
               Nos últimos anos, Lutero viveu pacificamente, sempre escrevendo e pregando, rodeado de filhos (casara-se em 13 de janeiro de 1523) e de discípulos, protegido pelas armas e pelo prestígio do "leitor" da saxônia. Morreu em 1546, em Eisleben; um ano antes, o Papa Paulo II instalou o Concílio de Trento, que, além de reconduzir a igreja a uma vida mais consentânea com os princípios do cristianismo, iria opor uma válida defesa para aquela que ficou conhecida como Heresia luterana. A partir daquele momento a unidade dos católicos ficara irremediavelmente partida e os protestantismo crescia a olhos vistos. 
                A originalidade de Lutero é seu protestantismo, isto é, a decisão de colocar o problema humano do destino em função apenas de Deus; isto é, não apenas a decisão de colocá-lo nestes termos, com inflexível rigor contra o humanismo puro do Renascimento e o humanismo desvairado do catolicismo; é a convicção crua, firme, mantida ante todos os crentes e entre si mesmo, de que esse problema único está resolvido plenamente no Evangelho de Jesus Cristo, alcançado apenas pela fé do crente. 
               Hoje a igreja que leva seu nome está no mundo inteiro, com milhões de fiéis, e todos os cristãos que pertencem a qualquer uma das correntes religiosas oriundas da Reforma sabem quanto devem a esse genial inciador. Nisso concordam tanto aqueles que tentam denegri-lo como aqueles que o exaltam. Não se pode duvidar de que os objetivos de Lutero era de todos, baseado nos reais princípios do cristianismo. Infelizmente muitas igrejas (Protestantes (Evangélicas), no decorrer de seu desenvolvimento, foi absorvendo pessoas inescrupulosas, verdadeiros estelionatários (vendilhões do templo), cujos objetivos são unicamente explorar os menos favorecidos intelectual e financeiramente. 
            A igreja de Lutero não tem a organização da igreja católica com um centro de poder e normas para criação de novos templos ou igrejas. Milhares de igrejas, que se denominam Protestantes ou Evangélicas, estão espalhadas pelo mundo todo, e muitas praticando toda a espécie de atitudes frontalmente contrárias aos princípio cristãos como idealizado por seu fundados Lutero. Mas precisamos saber separar o "joio do trigo". Muitas ~sao aquelas que procuram conduzir seus fiéis, sem explorá-los, nos princípios que Cristo pregava sem lhes cobrar dízimos. Cabe aqui lembrar que foi justamente contra atitudes como estas que resultou na cisão da igreja católica provocada por Lutero. 

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AS IGREJAS REFORMADAS --

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                 Igreja Luterana - Um frade agostiniano, Martinho Lutero, nascido em Eisleben, na Alemanha, em 1483, atirou-se asperamente contra a concessão de indulgências feita por Leão X, com a finalidade de arrecadar dinheiro para a construção da oficina de São Pedro, em Roma, chegando mesmo a negar a doutrina das indulgências. Às disputas e às repreensões dos superiores, ele respondeu negando intransigentemente o valo do culto aos santos, aos votos sacros e contestando a primazia do Pontífice, atacando todo o sistema doutrinal do Catolicismo. As teses de Lutero encontraram largo favor, porque, nos Estados germânicos daquele tempo, a corrupção do clero era grande, ao passo que o povo vivia em um lavrado paganismo e jazia na miséria, e os príncipes, ciosos dos privilégios eclesiásticos e das propriedades da igreja, esperavam que a reforma conduzisse ao confisco dos bens, dos quais eles poderiam apropriar-se.        
              Nessas propícias condições, o movimento luterano estendeu-se tanto que o imperador Carlos V, como bom católico, pôs fora da lei o frade herege. Mas, bem depressa, os reformistas se separaram definitivamente da igreja de Roma, e a igreja luterana constitui hoje, ainda, a seita protestante mais numerosa. 
                Igreja Anglicana (ou da Inglaterra) - Tem sua origem no cisma de Henrique VIII, que, em 1533, assumindo a supremacia da igreja nacional, separou-se da de Roma. 
             Igreja Presbiteriana - Nascida cerca de 1550, deriva, historicamente, da reforma de João Calvino, um intelectual francês que aderira à doutrina evangélica. Após fugir para a Suíça, ele deu ao Protestantismo coerência teológica, baseando sua doutrina no absoluto domínio de Deus, na onipotência de sua vontade imperscrutável e a na nulidade do homem, absolutamente incapaz de realizar, a própria salvação. 
                Igreja Batista - Derivada da reforma luterana, rejeita o batismo das crianças e batiza somente os adultos, com inteira submersão do corpo. 
              Outras igrejas reformadas, que contam com um número mais ou menos notável de fiéis, são a Metodista, a Congregacionista, a Igreja dos Adventistas, e dos Testemunhos de Jeová e o Quaquers.
                 Apesar das cisões e dos contrastes doutrinários, milhões de pessoas no mundo sempre adoram o mesmo Deus, uno e trino, e têm por sinal a mesma Cruz, símbolo visível da cristandade. 
              Antes da cisão provocada por Lutero, o domínio total era exclusividade da Igreja Oficial Católica Apostólica Romana; depois desse evento tudo mudou. Tornou-se muito fácil criar uma nova igreja dizendo-se Protestante ou Evangélica.
                Devido ao cisma, o Papa Paulo II convocou um dos mais importantes Concílios da igreja, o "concílio de Trento" que durou 18 anos (1545 - 1563), durante os quais foram debatidos e estabelecidos, com muita clareza, vários pontos da doutrina católica. 
                 Depois do Concílio de Trento, do qual nasceu a "Contra Reforma", foi fundada, por Santo Inácio de Loiola, a Companhia de Jesus, destinada a defender a igreja e o Papa, e promover a "salvação das almas".


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quarta-feira, 10 de abril de 2019

A MORAL DA RELIGIÃO --

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             Ao longo da história, a religião se tornou um mito de tabus, e é através deles que suporta a moralidade, impondo a seus seguidores suas medievais ideologias e convicções que já não convencem. 
              O mito cria a fé sobrenatural de que decorrem as sanções para normas e condutas socialmente e sacramentalmente desejáveis; as esperanças do céu e os terrores do inferno levam o indivíduo a tolerar as restrições que lhe são impostas pelos seus dominantes ou pelo grupo. 
                  A função moral da religião é conservar os valores estabelecidos, não criá-los.
                Os polinésios criaram a palavra tabu para proibições sancionadas pela religião. 
             Nas sociedades primitivas de maior desenvolvimento esses tabus tomavam o lugar do que, sob a civilização, passou a tornar-se lei. 
             O seu humano, por natureza, não é dócil e obediente, e muito menos casto, mas a religião insiste em dominá-lo pelo mundo. 
               As instituições de propriedade e do casamento, que sempre foram o principal foco das religiões, passaram a ser sancionados por elas. Mas sempre deixam de ter importância quando sobrevêm a cultura ou a incredulidade do fiel. 
                Certos atos e objetos eram - e em muitas religiões ainda o são - declarados sagrados ou impuros, portanto, mitos que sugerem o mesmo aviso são coisas intocáveis. Por essa razão a Arca da Aliança dos judeus era um tabu e também um mito. 
            Nas sociedades primitivas muita coisa era tabu; certas palavras nunca poderiam ser pronunciadas, e também certos dias e estações eram tabus para o trabalho. Preceitos de alimentação expressavam-se pelo mesmo sistema; a higiene era mais imposta pela religião à força de tabus, do que pela ciência ou a medicina secular. 
           O poder dos chefes primitivos era aumentado com os recursos da magia e da da feitiçaria; e mesmo os governos atuais continuam tirando alguma santidade dos tabus em benefício do poder que estiverem exercendo. É muito comum ver políticos ateus participando de missas ao lado de suas esposas. 
                  O principal objetivo dos tabus sempre foram as mulheres. Uma infinidade de quando em quando, faziam-nas intocáveis, perigosas e impuras. Os maridos dessas mulheres sempre foram coniventes com esses absurdos; admitem e muitos ainda pensam que a mulher é realmente impura e, portanto, a raiz de todos os males. Esta sempre foi a opinião sagrada, não só da tradição judia e crista, como também das mitologias pagãs. 
                O mais rigoroso dos primitivos tabus foi lançado às mulheres menstruadas; qualquer homem ou coisa que nesse período as tocasse perdia a virtude ou a utilidade. Os Macúsis da Guiana Inglesa proibiram-lhes banhos nessa época, com medo de que elas pudessem envenenar as águas; e proibiram -lhes de entrar nas florestas para não serem mordidas por serpentes apaixonadas. Até o parto era considerado "impuro"; depois dele a mulher tinha de purificar-se por meio de complicados ritos.  Em muitos povos as relações sexuais tornavam-se tabus quando a mulher estava menstruada, ou grávida, ou amamentando. De certa forma isso era interessante para as mulheres, e até é possível que elas mesmas tenham sido as criadoras desses tabus. Tanto o falso pudor como também o senso de pecado (impureza) atribuída ao sexo, o ascetismo, o celibato clerical e a sujeição da mulher foram criados por interesse do clero dominador. 
             É evidente que a religião não é base moral, mas muitas até ajudam piorar com as práticas sexuais dos seus líderes que frequentemente aparecem nas páginas policiais, principalmente por abusos de crianças; a moral pode existir sem religião sim, e muitas vezes têm progredido nas sociedades de nossos dias e aparece completamente desatrelada da religião; essa apenas fica ligada à magia, que cumpre os seus "deveres religiosos" e financia o sacerdotalismo.  A religião não sanciona nenhum bem absoluto, mas sim as normas de conduta que criam e a sustentam financeiramente. Tanto a lei como a religião, por conveniência, estão sempre atrasadas em relação às rápidas mudanças da sociedade e com elas da moral .
             Os gregos condenavam moralmente o incesto, mas a sua mitologia ainda honrava os deuses incestuosos; os cristãos praticavam a monogamia, ao mesmo tempo que juravam sobre a autoridade dum livro legislador da poligamia, a Bíblia; também a escravidão já estava abolida, apesar de ser justificada por esse mesmo livro sagrado. Em nossos dias a igreja luta heroicamente pela manutenção dum código que foi destruído pela Revolução industrial. Por esse motivo surge a tensão entre a igreja e a sociedade nos estágios mais altos da civilização. A religião perde-se na história e continua oferecendo ajuda mágica ao homem cada dia mais civilizado; continua dando ao povo aquela unidade de moral e crenças que tanto favorecem a governos e às suas pro´prias finanças. Dessa forma ela está lutando inutilmente pela causa perdida do passado. 
           A ciência e o conhecimento geral, continuam crescendo e choca-se de encontro à mitologia e à teologia, que mudam com lentidão geológica. A história da intelectualidade humana assume o aspecto dum conflito entre religião e ciência. As instituições, que a princípio estavam nas mãos do clero, como a lei e os castigos, a educação e a moral, o casamento e o divórcio, tendem a fugir desse controle e torna-se impossível alinhar os avanços científicos e sociais com as práticas medievais, e até mesmo profanas, de moral e crença. 
           As classes intelectuais abandonam a velha teologia e também, depois de alguma excitação, o código moral por ela apoiado; a literatura e a filosofia tornam-se anticlericais. O movimento de libertação expande-se numa exuberante adoração à razão, e por fim cai numa paralisante desilusão de todos os dogmas e de todas as ideias. A conduta privada dos seus esteios morais, rola para um caos epicurista; e a própria vida, podada da fé consoladora, se torna uma carga, tanto para a pobreza consciente como para a riqueza saciada. No fim, a sociedade e sua religião tendem a cair juntas, como corpo sem alma, numa prematura morte. 
  
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Epicurismo é o sistema filosófico que prega a procura dos prazeres moderados para atingir um estado de tranquilidade e de libertação do medo, com ausência de sofrimento corporal pelo conhecimento do funcionamento do mundo e da limitação dos desejos. 

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                 Quando pesquisamos a religião dos tempos mais remotos fica evidente que sempre foi utilizada para garantir poder e dinheiro, tanto para o clero como para os governos. 
             Na Suméria, o Rei Urengur proclamou seu código de leis em nome do grande deus Shamash, porque naquele tempo o governo já havia descoberto a grande utilidade política do céu. Como os deuses se mostravam úteis, começaram a proliferar; cada cidade ou Estado, cada atividade humana, tinha o seu patrono.  A adoração do sol já era velhíssima quando a Suméria começou seu culto a Shamash. Uruk adorava especialmente a virgem deusa da terra, Innimi, conhecidas dos semitas de Acab como Istar - a versátil Afrodite - Demeter do Oriente Próximo. O espaço vivia cheio de espíritos, anjos protetores de cada sumeriano e demônios procuravam sobrepujar os anjos e tomar posse do corpo e da alma das criaturas. 
                A maior parte dos deuses vivia nos templos, onde recebiam oferendas de alimentos e mulheres. As tabletas de Gudea trazem a lista das oferendas preferidas pelos deuses: bois, carneiros, pombos, galinhas, marrecos, peixes, figos, pepinos, manteiga, azeite e bolos. Esta lista mostra a excelente cozinha de que dispunham os sumerianos ricos. Muitos acreditavam que os deuses preferiam carne humana, mas os seus "legítimos" representantes aqui na terra os convenceram a aceitar a dos animais. Foi até encontrada uma tabela litúrgica que diz estranha advertência teológica: "O carneiro é o substituto da humanidade; pelos homens o carneiro deu a vida". Graças a essas beneficências, os padres se tornaram a mais rica e poderosa classe das cidades sumerianas. Tinham tanto poder que muitas vezes se tornava difícil identificar quem era o rei e quem era o padre. 
         Tal como Lutero, Urukagina levantou-se contra as arrecadações de tributos aos sacerdotes, denunciou-lhes a voracidade, acusou-os de suborno e fixou as taxas a serem pagas aos templos; dessa forma ele protegeu os fracos contra a extorsão clerical. Mas ele estava velho e morreria em seguida. Com a morte desse rei os padres recobraram o poder e voltaram às suas costumeiras explorações, sempre em nome de Deus. 
             Também no Egito os homens não discutiam o preço da mitologia. Eram usados os mesmos pagamentos ao clero reinante. Lá houve um tempo em que o rei Ikanaton teve a mesma atitude do rei da Pérsia Urikagina, mas depois da sua morte tudo voltou a ser como antes. 
                No Egito, ao modo dos gregos, as extorsões eram muito frutíferas e sem contestação porque convenciam os fiéis de que se não obedecessem, depois de mortos poderiam ir para a morada das sombra (inferno) para onde iriam indiscriminadamente todos os fiéis quando morriam. 
              Na época a religião ainda não tinha concebido a distinção entre o céu como recompensa ou o inferno como castigo eterno. As orações eram feitas para a "vida eterna", mas para coisas tangíveis da Terra. 
            Dessa época há uma lenda sobre o dilúvio. Narra como os deuses tinham criado o homem para felicidade; e diz que por livre vontade o homem pecou e foi punido com o dilúvio, do qual apenas se salvou Tagtug; a mesma lenda conta também que Tagtug perdeu o direito à longevidade por ter descoberto e comido o fruto duma árvore proibida. (Observem a semelhança com as orientações das igrejas quando se manifestam sobre o dilúvio e Adão e Eva). 
             Os padres transmitiam a educação juntamente com a mitologia, sempre orientados pelos interesses das classes. Os templos possuíam escolas anexas, onde as crianças aprendiam ler e escrever, rudimentos de matemática e formavam seus hábitos de patriotismo e piedade; alguns eram preparados para a alta profissão de escriba. 
                 Havia mulheres vinculadas aos templos, algumas como servas, outras na qualidade de concubinas dos deuses, ou de seus representantes na terra. Servir à religião desse modo não era desonra para nenhuma mulher da Suméria; os pais sentiam-se orgulhosos de que os encantos das filhas contribuíssem para aliviar o monótono viver divino, e celebravam-lhes a admissão no templo com grandes cerimônias e a entrega do dote aos padres. 
              No Egito, a prostituição religiosa ocorreu em pequena escala; pelo tempo da ocupação romana, as mais belas moças das famílias nobres de Tebas iam para o templo consagrado a Amon. Chegadas á idade de não mais satisfazerem os deuses e seus representantes, recebiam honrosa aposentadoria, casavam-se e passavam a frequentar os mais altos círculos da sociedade. 
             Entretanto, em tempos mais remotos havia os animais-deuses; eram tão numerosos que faziam do panteão egípcio um verdadeiro jardim Zoológico. Os egípcios adoravam o boi, o crocodilo, o gato, o falcão, o ganso, o carneiro, o cão, a galinha, andorinhas, o chacal, a serpente; a essas criaturas era permitido frequentar os templos, com a mesma liberdade da vaca sagrada da Índia de hoje. 
            Quando os deuses se tornaram humanos, ainda retinham seus duplos animais e símbolos. Aomn era representado como ganso ou carneiro. Ra como gafanhoto ou boi, Osíris como boi oi carneiro, Horus como falcão, Ator como vaca, e Thoth deus da sabedoria, como macaco. Ofertavam-se mulheres como companheiras sexuais desses deuses, e o boi em particular, como encarnação de Osíris, estava afeito a essas honras; em Mendes, diz Plutarco, as mais belas mulheres realizavam o coito com o bode divino. Esse toteísmo permaneceu como elemento essencial da religião egípcia; os deuses humanos chegaram muito mais tarde, provavelmente como um dom da Ásia. 
                 Sinais de adoração sexual aparece nas pinturas e relevos dos templos, em que figuram os órgãos (falos) eretos, como na crux ensata, uma cruz com cabo - signo da união sexual e da vida vigorosa. 
             Finalmente os deuses se tornaram humanos ou, alguns humanos se tornaram deuses. Tal como as deidades da Grécia, os deuses humanos do Egito eram superiores aos homens e às mulheres; sempre de carne e osso, mas em moldes heroicos; tinham fome, comiam, bebiam, amavam, e se acasalavam, odiavam, matavam, envelheciam e morriam. 
                 A morte e ressurreição de Osíris celebrados todos os anos como símbolo da enchente e vasão do Nilo. 
                Ísis era adorada com especial ternura e a ela eram erguidas imagens. Era considerada a Mãe de Deus; seus sacerdotes exaltavam-na em celebrações e sonoros rituais. No meio do inverno, coincidentemente com a atual ressurreição do sol, nos tempos de Hórus, seu divino filho e deus do sol, era mostrada num estábulo, amamentando um bebê miraculosamente concebido. Essas lendas poético-filosóficas afetaram profundamente a teologia e o ritual do cristianismo. Os primeiros cristãos costumavam curvar-se diante das estátuas de Ísis com o infante ao seio, vendo nelas outra forma do velho e nobre mito pelo qual a mulher (isto é, o princípio feminino) aparece criando todas as coisas, e assim, tornando-se a Mãe de deus. 
         O rei era o sacerdote supremo da fé e caminhava à frente das grandes procissões religiosas. Foi graças a essa associação com os deuses que os faraós dominaram tanto tempo a massa popular no Egito e sempre com tão pouco uso de força. 
              Os sacerdotes sempre foram fundamentais para a manutenção do poder no Egito; eram o sustentáculo do trono e, ao mesmo tempo, a polícia secreta da ordem social. Eram indispensáveis ponte ligadora dos homens aos deuses. O cargo sacerdotal passava de pais para filhos. 


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            A data escolhida por Mitraístas para o nascimento de Jesus foi 25 de dezembro. (Mitraístas foi uma religião de mistérios da época helenística, provavelmente do século II a.C.) A escolha desta data foi muito bem planejada, pois ela já era comemorada pelos pagãos em suas festividades da brumária que era uma orgia em homenagem a Saturno (Saturnália), que, por sua vez, mais tarde deu origem ao carnaval em outra data.  Esta escolha facilitou a adesão dos pagãos ao cristianismo nascente. 
               No hemisfério norte, o solstício de inverno ocorre entre os dias 21 e 23 de dezembro, quando o sol atinge o seu afastamento máximo da linha do Equador, tornando as noites mais longas e marcando o início do inverno. 
          O dia 25 de dezembro era conhecido como a data do "Natalis Solis Invicti", ou nascimento do sol invencível. Já era muito comemorada e os mitraístas acharam conveniente defini-lo como a data do nascimento oficial de Jesus Cristo, cuja verdadeira data não se sabia.
              Neste dia os pagãos sempre comemoravam o Nascimento do Sol Invencível e, assim, ficaria mais fácil sua aceitação como dia de nascimento do maior líder cristão, Jesus. Ao se converterem cristãos, os pagãos mantiveram o costume e o o trouxeram para sua nova fé. Este culto pagão ao sol teve de ser reinventado, sincretizado e cristianizado, passando a ser a data oficial do nascimento de Jesus Cristo.  
               No artigo anterior ja falei sobre a Morte e ressurreição de Osíris e também sobre Isis que era adorada e considerada a Mãe de Deus. Os primeiros cristãos sempre se curvavam diante das imagens de Ísis com o filho ao seio; este teria nascido miraculosamente num estábulo. 
               A festa de natal teve sua origem na Igreja Católica Romana a parti do século IV, e dai se expandiu para o resto do mundo. Na Bíblia não há nenhum mandamento ou instrução para celebrar o nascimento de Cristo. 
           O presépio de natal é um altar a Baal, (deus supremo da religião fenícia, consagrado desde a antiga Babilônia); é um estímulo à idolatria. Seus adereços são simbológicos utilizados na festa do deus Sol. A tradição de montagem na igreja católica teve início com São Francisco de Assis, no século XII. 
              Acredita-se que a tradição de montar uma árvore de natal em casa tenha surgido em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães durante o período colonial, quando estes vieram morar na América. 
                O Brasil, que é um dos países com maioria cristã, comemora a abertura do natal com a "Missa do galo" que é celebrada diante de um presépio e suas figuras relacionadas à Babilônia. Quanto ao bom velhinho "Papai Noel", os estudiosos afirmam que foi inspirado no bispo chamado Nicolau que nasceu na Turquia em 280 d.C.  Ele era um homem de bom coração que costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximos às chaminés das casas. 
               Depois deste breve histórico, podemos dizer que falar de natal é falar de Jesus Cristo. É uma festa tradicional e belíssima, em que há confraternização e grande felicidade, principalmente entre as crianças. 
            Passados vinte séculos, o nome de Jesus Cristo continua vivo e sua presença marca a esperança, a vida e a fé de todo o mundo civilizado. Sem dúvida é a Ele que se deve todo este envolvimento psíquico de emoção, compaixão e fraternidade da espécie humana. 


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